E-Go 2
Por: Maitto
1 - Performance
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Velocidade - 21 km/h
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Autonomia - 29 km
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Inclinação - 15 %
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Motor - 5780 de 400 watts
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Importante - números médios para os 3 primeiros indicativos, tendo oscilações dependendo da altimetria do percurso e peso do rider
2 - Composição
O deck é composto por 8 camadas entre maple e fibra, com cerca de 12 mm de espessura, oferecendo alguma flexibilidade e absorvendo leves irregularidades do solo.
O formato de longboard com kicktail permite manobras urbanas práticas, como curvas fechadas e retornos.
As rodas de 90 mm funcionam bem em asfalto regular, mas transmitem bastante vibração em terrenos ruins.
O conjunto eletro-eletrônico ficam discretos debaixo do deck, mantendo o visual limpo.
Já o controle remoto Bluetooth traz modos de velocidade e freio regenerativo.
3 - Capacidade
No começo, a aceleração é divertida — principalmente para quem nunca andou em um skate elétrico. Porém, após alguns dias, a velocidade se torna previsível e até monótona.
É apenas “um pouco mais rápido” que um skate empurrado com os pés, e com o tempo a sensação passa a ser mais de brinquedo motorizado do que de veículo elétrico esportivo.
Por ser monomotor, o freio regenerativo não tem potência suficiente para situações de urgência. É necessário planejar as frenagens com antecedência, principalmente em declives ou áreas com mais obstáculos.
A construção geral é sólida para sua categoria. O deck resistente, o acabamento passa confiança e a leveza do conjunto facilita o transporte.
Embora para alguns pareça ser a prova d'água, este eboard é bem sensível, principalmente na parte eletrônica.
4 - Valor
Um eboard vendido principalmente nos mercados europeu e americano, ao custo de setecentos dólares americanos.
Especificamente no meu caso comprei no Paraguai, pagando metade do valor de lançamento, desvalorização talvez até em função da performance bastante ruim.
Para o preço que paguei foi até justo, mesmo porque não havia outra opção e contudo, o meu interesse e curiosidade era muito maior do que qualquer outra avaliação naquela época.
No entanto, após as análises, com comparativos melhores a sua disposição fica bastante óbvio, como ressaltado anteriormente, tratar-se mais de um brinquedo do que propriamente dito um eboard para uso diário. Talvez para rodar apenas na faixa litorânea, ausente de aclives, uma ou duas vezes por mês, principalmente por ter um conjunto eletro-eletrônico muito fraco.
FICHA TÉCNICA
SHAPE: 90,93cm
VOLTAGEM: 25,2
BATERIA: SAMSUNG 26F
AMPERAGEM: 7,8
CONEXÃO: 7S3P - 197 watts hora
PESO: 6,80Kg
POTÊNCIA: 1x 400w
TRUCKS: Mono King Pin - 260mm
RODAS: Street 90mm
5 - Avaliação
O serviço de assistência sempre bastante limitado, com reposição de peças difícil de encontrar, então a manutenção depende de peças usadas ou adaptações.
Temos notícias que uma filial na Alemanha ainda possui algumas peças novas em seu estoque. Ainda, porque o produto não é mais fabricado.
A Yuneec sempre foi reconhecida no mundo da tecnologia pelos drones. Por um certo período, a empresa diversificou seu portfólio entrando no mercado de mobilidade elétrica pessoal, com a linha E-GO. Atualmente foi comprada por suíços, mas acreditamos que dificilmente retornem para o mundo dos skateboards elétricos.
O E-GO2 surgiu com pouca ou pra ser sincero nenhuma evolução em relação ao primeiro modelo, trazendo apenas melhorias no design e cores. No fundo o objetivo deveria ser a desova do estoque de peças do antecessor.
Foi um eboard que marcou sua época. A praticidade da leveza, com autonomia respeitável e design bem acabado, cumprindo sua proposta de ser um modelo acessível para quem desejava entrar no universo dos esk8, e particularmente para muitos de nós brasileiros, ele foi essencial e contemplativo no começo.