Como planejado, a segunda edição foi ainda melhor que o evento que deu origem a esta maravilhosa série em 2025, porque se é para visitar uma das sete maravilhas do mundo, o rolê tem que estar no mínimo próximo de tamanha importância.
A fórmula de três dias foi um sucesso. Algo que precisávamos corrigir, já que no primeiro evento não se aproveitou das principais atrações que envolvem as três fronteiras Brasil, Paraguai e Argentina, sem falar das Cataratas do Iguaçu, obviamente.
Já na abertura dia 27 de maio, quarta-feira, sem titubear, mesmo cansados da longa viagem, houve um rolê mágico até o centrinho comercial de Ciudad del Este. O detalhe: isso ocorreu próximo das duas da manhã.
O cenário era surreal, pois toda a redondeza local, estava circundada de uma névoa daquelas do tipo de cinema. A Ponte da Amizade deserta, e praticamente os riders do ESK8 Brasil circulando por ela.
Mais cinematográfico ainda, era o set do lado paraguaio, como se fosse uma cidade deserta. Daqueles do tipo nebuloso de um um filme pró Batman, inesquecível!
Quinta-feira, dia muitas emoções. Impagável ver estampado no rosto dos riders, a satisfação de seus novos eboards, e a empolgação de deslizar livremente pelas ruas de Ciudad del Este, tomadas pelo caótico tráfego de tudo que se possa imaginar. Esta vibe que muitos torcem o nariz, é combustível para adrenalina que nos move diariamente sobre um skateboard elétrico. Após o primeiro dia de muito tour comercial, espaço para mais um churride noturno, com muita conversa animada revivendo as últimas aventuras.
Dia 29 foi eletrizante e completo! Tudo porque foi 100% ride to perfection. Saímos da base desta vez todos de eboard rumo ao segundo dia de compras no Paraguai. Atravessamos a tumultuada ponte da Amizade em seu momento mais ápice de circulação com toda adrenalina que se tem direito.
Chegamos do outro lado sob ondas de protestos contra a New Zone, que extrapolou colocando um totem do Bolsonaro pisando na cabeça do capitão da seleção paraguaia.
Obviamente não sabíamos nada disso e adentramos para o país sob uma gritaria estranha e muita revolta marcando profundamente a aventura do trajeto. No final do dia, nova rodada de churride e após nem o asfalto molhado pela chuva passageira, impediu o rolê animado noturno pelas principais atrações boêmias de Foz.
O último dia foi marcado por rolês longos e divertidos. Primeiro destino: a sétima maravilha do mundo. O trajeto estava muito diferente, marcado por pavimentações novinhas recém concluídas, contemplando a sincronização do evento. Muito deslumbre vivenciando ao ar livre, tudo que envolve as Cataratas do Iguaçu e sua eletrizante energia natural.
A despedida veio a noite na Argentina. Também, obviamente, 100% sobre o eboard, a satisfação de poder chegar lá, principalmente evitando o tradicional caótico transito que provoca um congestionamento de alguns quilômetros, no burocrático procedimento de identificação imposto pela alfandega argentina, ficou acima das expectativas.
Essa é outra característica que distingue particularmente o skateboard elétrico, como o foi em todos os momentos e percursos não apenas no II frontier’s ride, mas no dia a dia de quem sempre vive essa liberdade constantemente.
Quilmes, parrilla e diversão. Rodamos praticamente pelos principais atrativos de Puerto Iguazu e adentramos a famosa feirinha, bastante revigorada com novas atrações, como sempre muito movimentada pelos turistas.
O retorno foi sob uma nova rodada de névoa, com praticamente boa parte da estrada vazia, coroando um dos rolês mais esperados do ano.
Se pensamos em uma terceira edição? Isso foi até uma retórica que passou pela nossa cabeça, já que envolve uma série de sacrifícios.
Mas depois de todas sensações vivenciadas e descritas acima, impossível afirmar que não. Esse rolê vale todos desafios que possam ameaçar sua reedição, porque tivemos a oportunidade de sentir variáveis emoções que apenas um skateboard elétrico pode oferecer.