Velocidade - 60 km/h
Autonomia - 39 km
Inclinação - 40 %
Motor - 6389 de 4500 watts
Importante - números médios informados pela e-brand, com possíveis oscilações dependendo da altimetria e peso do rider.
O Jaws surge para suavizar os custos expressivos dos outros produtos da canadense Lacroix, tentando oferecer qualidade próxima da linha Nazare.
Pensando assim, o primor mecânico perseguido pela e-brand é mantido quase em tudo. Como por exemplo o shape, com a mesma composição estrutural dos demais, em oito camadas entre fibra triaxial de vidro, maple e fibra de carbono, mesma mistura utilizada em decks snow board. O tamanho permanece monstruosamente grande com 42 polegadas, além do respectivo design, tendo o rebaixo (drop down) como característica marcante.
Para enxugar os custos, foram utilizados trucks MBS Matrix 2 Pro com 41,4cm de largura, possuindo o mesmo sistema de canal característico para mountain boards. Também foram mantidas as rodas, utilizando pneus com diâmetro de 200 milímetros.
Aqui o detalhe que mais influenciou para a pedida deste modelo: a redução substancial do volume de itens no conjunto de alimentação.
O Lacroix Jaws possui modulo de bateria em 12 séries de 4 paralelas cada, utilizando as tradicionais células Sanyo de 4250mAh, capazes de juntas fornecer 17 amperes, proporcionando 734 watts hora. Com isso, o eboard consegue disponibilizar autonomia em torno de 39 quilômetros.
A potência deste eboard é composta por dois motores 6389 (mesmos do Nazare), com 4500 watts de pico cada um. A tração dupla pode oferecer velocidade máxima por volta dos 60 km/h, além de alcançar inclinações de até 40%.
Com as mudanças principalmente no conjunto de alimentação, a Lacroix conseguiu remanejar seus custo e fornecer o Jaws ao preço de dois mil quatrocentos e noventa e nove dólares americanos.
Entretanto, ainda fica bastante acima dos custos tracionais encarados pela comunidade eboard, esepcialmente se comparados aos praticados pelas empresas chinesas. Um brinquedo para poucos.
A qualidade e conforto de condução continuam sendo inconfundíveis com o Lacroix Jaws, que mesmo perdendo considerável alimentação, ainda é capaz de oferecer performance interessante.
A questão nevrálgica aqui se atem que, pela mesma proposta e por valores relativamente menores, esta condição é tangível pelo custo benefício.
É compreensível que para oferecer um skateboard elétrico com construção premium não existe milagre, porém deste modo, o eboard da e-brand canadense perde muito mercado.